Desigualdade de assustar entre financiários
Realizada com 71 instituições, segundo a pesquisa, 70% das empresas adotam trabalho híbrido. Na remuneração, a diferença é significativa. Nas funções de base, como auxiliar e assistente, a maioria recebe entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, enquanto quase metade dos cargos de gerência tem salários acima de R$ 20 mil.
Por Itana Oliveira
Dados mostram que 76% dos profissionais do setor de crédito estão entre 25 e 44 anos - 48% são mulheres e 51% homens. O dado foi apresentado pela Fenacrefi (Federação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), em São Paulo, na terça-feira (17/03) e fazem parte do estudo “Rosto dos Financiários”.
Realizada com 71 instituições, segundo a pesquisa, 70% das empresas adotam trabalho híbrido. Na remuneração, a diferença é significativa. Nas funções de base, como auxiliar e assistente, a maioria recebe entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, enquanto quase metade dos cargos de gerência tem salários acima de R$ 20 mil.
O estudo ainda indica baixa mobilidade interna, ou seja, 48% dos financiários não tiveram promoção na empresa atual. Os dados mostram que o setor financeiro concentra desigualdades que travam a ascensão profissional. O preconceito não para por aí, 62% dos trabalhadores se declaram brancos, enquanto pretos e pardos somam 34%.
A presença de profissionais com 50 anos ou mais é de apenas 9%. Para as entidades sindicais, o estudo organiza informações importantes, mas precisa avançar em dados sobre afastamentos, adoecimento e inclusão. O diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Adelmo Andrade, esteve na ocasião.
