Juros, um entrave no consignado CLT
As taxas de juros chegam a variar mais de 100% entre uma instituição bancária e outra. A variação preocupa o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), que enxerga a questão como um desafio a ser resolvido.
Por Ana Beatriz Leal
Criado pelo governo federal no ano passado para desafogar financeiramente o trabalhador, o consignado CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) movimentou R$ 117 bilhões em empréstimos em um ano, mas esbarrou em um complicador: os juros altos.
A linha de crédito completa um ano este sábado (21/03), com mais de 20,9 milhões de contratos firmados e alcance de 9,47 milhões de trabalhadores. Somente entre janeiro e início de marco deste ano, R$ 26,3 bilhões foram liberados.
As taxas de juros chegam a variar mais de 100% entre uma instituição bancária e outra. A variação preocupa o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), que enxerga a questão como um desafio a ser resolvido. O governo estuda uma proposta contra os juros abusivos que será levada ao Comitê do Crédito do Trabalhador, em reunião marcada para a próxima quinta-feira (26/03).
