Política de governo ameniza crise da gasolina

Em um cenário global adverso, marcado pela especulação e pela lógica do mercado, medidas adotadas buscam conter o avanço dos combustíveis e preservar o poder de compra da classe trabalhadora.

Por Julia Portela

Diante da escalada das tensões internacionais envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que impactam diretamente o preço do petróleo no mundo, o governo Lula tem atuado para reduzir os efeitos da crise sobre a população brasileira. Em um cenário global adverso, marcado pela especulação e pela lógica do mercado, medidas adotadas buscam conter o avanço dos combustíveis e preservar o poder de compra da classe trabalhadora.


Ainda assim, o IPCA registrou alta de 0,88% em março, segundo o IBGE, acima dos 0,70% de fevereiro. O resultado reflete a pressão internacional sobre os preços, especialmente dos combustíveis, demonstrando como a política herdada de alinhamento ao mercado externo segue impactando diretamente o custo de vida no país.


Mesmo com esse contexto, o Brasil figura entre as menores variações de preços de combustíveis no cenário global, evidenciando a importância das ações adotadas pelo governo para amortecer os impactos da crise. Trata-se de um contraste com a política defendida pela direita, que historicamente prioriza a desregulamentação e a submissão aos interesses do mercado financeiro.


Na Bahia, os efeitos do receituário privatista herdados do governo Bolsonaro são ainda mais evidentes. A privatização da Refinaria de Mataripe elevou os preços acima da média nacional, escancarando como a entrega de ativos estratégicos ao setor privado aprofunda desigualdades e penaliza a população. O cenário reforça a necessidade de fortalecer o papel do Estado na defesa da soberania energética e dos direitos dos trabalhadores.