Dignidade Menstrual: 3 milhões de beneficiadas
A falta de acesso a itens básicos de higiene menstrual evidencia desigualdades estruturais no Brasil. Dados apontam que muitas meninas deixam de frequentar a escola durante o período menstrual e recorrem a alternativas improvisadas, como papel higiênico ou outros materiais inadequados, o que pode trazer riscos à saúde e comprometer o desenvolvimento educacional e social.
Por Caio Ribeiro
O Programa Dignidade Menstrual já beneficiou mais de 3 milhões de mulheres e meninas em todo o país, com a distribuição de quase 500 milhões de absorventes e investimento superior a R$ 248 milhões nos últimos dois anos. A iniciativa representa um avanço importante no enfrentamento da pobreza menstrual, problema que ainda atinge milhões de brasileiras e impacta diretamente no acesso à educação, ao trabalho e à saúde.
A falta de acesso a itens básicos de higiene menstrual evidencia desigualdades estruturais no Brasil. Dados apontam que muitas meninas deixam de frequentar a escola durante o período menstrual e recorrem a alternativas improvisadas, como papel higiênico ou outros materiais inadequados, o que pode trazer riscos à saúde e comprometer o desenvolvimento educacional e social.
O programa atende principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade, como estudantes da rede pública de baixa renda, inscritas no Cadastro Único e pessoas em situação de rua, com acesso gratuito aos absorventes por meio da rede Farmácia Popular. A política pública também contribui para reduzir a evasão escolar e promover mais igualdade de oportunidades.
Fruto da mobilização de movimentos sociais e da luta por direitos básicos, a política de dignidade menstrual reforça a importância do papel do Estado na garantia de condições mínimas de vida. O avanço do programa demonstra que combater a desigualdade de gênero e assegurar direitos fundamentais passa também pelo acesso à higiene e à saúde menstrual.
