Emprego cresce, mas ritmo desacelera no país

Cerca de 103,4 milhões de pessoas ocupadas em fevereiro de 2026, o maior nível já registrado. O dado reflete a continuidade da recuperação do emprego, com taxa de desemprego em 6,2%, abaixo do verificado no mesmo período do ano anterior, segundo levantamento com base na Pnad Contínua.

Por Caio Ribeiro

O Brasil atingiu um marco histórico no mercado de trabalho, com cerca de 103,4 milhões de pessoas ocupadas em fevereiro de 2026, o maior nível já registrado. O dado reflete a continuidade da recuperação do emprego, com taxa de desemprego em 6,2%, abaixo do verificado no mesmo período do ano anterior, segundo levantamento com base na Pnad Contínua.

 

Apesar do resultado positivo, os indicadores mostram perda de fôlego na geração de vagas. O crescimento da população ocupada foi de 1,7% nos últimos 12 meses, abaixo do ritmo observado anteriormente, sinalizando desaceleração em meio ao esfriamento da atividade econômica.

 

Outro ponto de destaque é que a expansão do emprego tem sido puxada principalmente pelo trabalho formal, que cresce mais rapidamente do que a informalidade. Ainda assim, o setor de serviços segue como principal motor da geração de postos de trabalho, evidenciando a concentração das oportunidades em áreas de menor remuneração média.

 

Mesmo com aumento da ocupação e melhora dos rendimentos reais, especialistas apontam que o cenário exige atenção. A desaceleração na criação de empregos e a qualidade das vagas geradas colocam desafios para garantir trabalho digno e renda suficiente para a classe trabalhadora nos próximos anos.