Desigualdade racial pesa no combate à fome

Mulheres negras estão mais expostas ao desemprego, à informalidade e aos baixos salários, situação que impacta diretamente o acesso à alimentação adequada. Mesmo com a redução dos índices gerais de fome nos últimos anos, especialistas afirmam que o problema continua concentrado entre os grupos mais vulnerabilizados da população.

Por Caio Ribeiro

Racismo e sexismo seguem entre os principais fatores que agravam a insegurança alimentar no Brasil, atingindo principalmente mulheres negras e famílias chefiadas por elas. A fome no país está diretamente ligada às desigualdades históricas de raça, gênero e renda, refletindo a exclusão social enfrentada pela população negra.

 

Dados recentes da Fian Brasil mostram que mulheres negras estão mais expostas ao desemprego, à informalidade e aos baixos salários, situação que impacta diretamente o acesso à alimentação adequada. Mesmo com a redução dos índices gerais de fome nos últimos anos, especialistas afirmam que o problema continua concentrado entre os grupos mais vulnerabilizados da população.

 

Pesquisas também apontam que o racismo estrutural interfere no acesso ao trabalho, à moradia, à educação e às políticas públicas, aprofundando a insegurança alimentar em comunidades periféricas, quilombolas e rurais. Para estudiosos do tema, combater a fome exige enfrentar as desigualdades sociais e raciais que marcam a sociedade brasileira.

 

Para o movimento sindical e organizações sociais, garantir emprego digno, valorização salarial e ampliação das políticas de proteção social é fundamental para reduzir a desigualdade alimentar no país. O combate ao racismo e ao sexismo também é apontado como parte essencial da luta por justiça social e segurança alimentar para toda a população.