Bolsa Família reduz internações e risco de suicídio

Beneficiários do programa apresentaram risco 17% menor de internação por transtornos relacionados ao uso de substâncias. A redução chegou a 26% nos casos ligados ao álcool e a 11% para outras drogas.

Por Caio Ribeiro

Pesquisa do Cidacs/Fiocruz Bahia (Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde), realizada em parceria com a Universidade de Harvard e publicada na revista científica The Lancet Global Health, mostra que o Bolsa Família está associado à redução de internações por uso de álcool e outras drogas, além de diminuir o risco de suicídio entre beneficiários. O estudo analisou dados de mais de 35 milhões de brasileiros registrados entre 2008 e 2015.

 

Segundo os pesquisadores, beneficiários do programa apresentaram risco 17% menor de internação por transtornos relacionados ao uso de substâncias. A redução chegou a 26% nos casos ligados ao álcool e a 11% para outras drogas. Nos municípios mais vulneráveis socialmente, o risco de hospitalização foi 41% menor entre quem recebe o benefício.

 

O levantamento também identificou uma redução de 56% no risco de suicídio e de 23% nas internações por transtornos mentais em geral. Para os pesquisadores, os resultados reforçam que políticas de transferência de renda contribuem não apenas para o combate à pobreza, mas também para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população.

 

Além dos impactos na saúde mental, estudos da Fiocruz apontam que o programa está associado também à redução da mortalidade infantil e materna, fortalecendo a proteção social e ampliando o acesso a direitos básicos como saúde e educação.