Brasil retira crianças da exploração do trabalho
Mais de 70% dos casos identificados envolviam atividades que ofereciam riscos à saúde, à segurança e ao desenvolvimento físico e psicológico de crianças e adolescentes. As ocorrências foram registradas em setores como comércio, alimentação, oficinas mecânicas e atividades industriais.
Por Caio Ribeiro
Mais de 4,3 mil crianças e adolescentes foram retirados de situações de trabalho infantil no Brasil, ano passado, segundo dados divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) no Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho. O resultado foi alcançado após 10.234 ações de fiscalização realizadas ao longo de 2025, o maior volume da última década.
De acordo com o levantamento, mais de 70% dos casos identificados envolviam atividades que ofereciam riscos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento físico e psicológico de crianças e adolescentes. As ocorrências foram registradas principalmente em setores como comércio varejista, alimentação, oficinas mecânicas, além de atividades industriais.
A Bahia aparece entre os estados com maior número de casos registrados em 2025 e também entre aqueles com mais incidência nos primeiros meses de 2026, conforme informou o MTE. Entre janeiro e abril deste ano, 1.108 crianças e adolescentes foram retirados de situações de exploração em todo o país.
Os dados reforçam a importância da fiscalização e das políticas públicas de proteção à infância, fundamentais para garantir o acesso à educação, à cidadania e ao desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes.


