Especial dia do Bancário: celebrar a resistência e fortalecer os bancários

As demandas aumentam de forma desproporcional, enquanto os postos de trabalho desaparecem, as demissões avançam e a sobrecarga se torna parte da rotina.

Por Julia Portela

O 28 de agosto não é apenas uma data de comemoração. É um dia para celebrar a resistência de uma categoria que sustenta o sistema financeiro enquanto enfrenta, na pele, o desmonte promovido pelos bancos. Em plena Campanha Salarial, a data ganha ainda mais força: é tempo de reconhecer a trajetória de luta, mas também de reafirmar que não haverá recuo diante da retirada de direitos, da precarização e da ganância dos banqueiros.

 

As demandas aumentam de forma desproporcional, enquanto os postos de trabalho desaparecem, as demissões avançam e a sobrecarga se torna parte da rotina. Em apenas dez anos, cerca de 100 mil bancários deixaram de fazer parte do setor. Esse processo de enxugamento atende à lógica ultraliberal de reduzir custos a qualquer preço, mesmo que o preço seja pago com a saúde, os direitos e a dignidade dos bancários.

 

O desmonte poderia ser ainda mais profundo se a categoria não tivesse uma organização sindical forte, combativa e unificada. Essa unidade não caiu do céu: foi construída com mobilização, paralisações, organização e luta.

 

Por isso, o 28 de agosto também é um chamado à resistência. Cada direito conquistado carrega a marca de quem lutou antes e cada nova conquista depende da capacidade de organização no presente. Em um setor que lucra bilhões enquanto corta postos e aumenta a pressão sobre quem permanece, celebrar os bancários é, acima de tudo, reafirmar que a luta continua e que nenhum direito será entregue de bandeja aos banqueiros.