Especial dia do Bancário: categoria como protagonista na luta
A união entre organização sindical e participação da categoria dá força à campanha no Estado.
Por Rose Lima
Na Bahia, ao longo das negociações da campanha salarial, os bancários participam de atos, paralisações e plenárias de mobilização. Paralelamente, o Sindicato intensifica a presença nas agências. Os diretores percorrem as unidades, conversam com os trabalhadores, levam informações sobre as negociações e fortalecem a mobilização.
A união entre organização sindical e participação da categoria dá força à campanha no Estado. Em um cenário de negociações difíceis, com a Fenaban ameaçando retirar direitos, a mobilização é essencial para pressionar os bancos e garantir mais uma campanha vitoriosa.
Paralisação mostra força
Para pressionar a Fenaban a apresentar uma proposta para as reivindicações, bancários de todo o país realizaram paralisação de 24 horas no dia 20. A mobilização contou com ampla participação nacionalmente.
Na Bahia, a adesão reforçou a capacidade de organização da categoria e mostrou que a mobilização ganha força quando os trabalhadores participam. Para se ter ideia, 475 unidades foram fechadas, aproximadamente 65% das 735 agências do Estado.
Cada banco, uma luta
As demandas e as condições de trabalho dos bancários não são iguais em todas as organizações financeiras. Por isso, a mobilização passa pela organização específica por banco.
As conversas com trabalhadores do BB, Caixa, Bradesco, Santander, BNB, Itaú ampliam o debate sobre os problemas de cada segmento e ajudam a construir estratégias de enfrentamento. É organização na base para transformar demandas específicas em força coletiva.


