Câmara pode votar fim da escala 6x1

Em meio à pressão popular e dos movimentos sindicais, as propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1 podem ser votadas no plenário da Câmara dos Deputados ainda em maio.

Por Ana Beatriz Leal

Em meio à pressão popular e dos movimentos sindicais, as propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1 podem ser votadas no plenário da Câmara dos Deputados ainda em maio. Pelo menos é o que diz o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

 

De acordo com ele, a etapa inicial deve ocorrer já no começo do próximo mês, com a análise de admissibilidade na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Se aprovadas nesta fase, as propostas seguem para uma comissão especial antes de serem encaminhadas ao plenário.

 

Estão em discussão a PEC 8/25, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e a PEC 221/19, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A sinalização de avanço ocorre em um momento político sensível.

 

Hugo Motta, que, em setembro passado articulou para aprovar a PEC da Blindagem, a qual visava ampliar a imunidade de deputados e senadores, condicionando a abertura de ações penais e investigações à autorização prévia da Câmara ou Senado, já demonstrou capacidade de articulação no Congresso.

 

Se quiser e tiver empenho, pode ajudar na aprovação do fim da escala 6x1. Mas, o histórico recente levanta questionamentos sobre o real empenho do presidente da Câmara em pautar e aprovar medidas com impacto direto na vida dos trabalhadores. Nos bastidores, há quem avalie que o movimento pode ter também motivação eleitoral, já que Motta deve enfrentar disputa pela reeleição e, segundo análises políticas, encontra dificuldades na sua base.

 

De qualquer modo, a mudança na escala de trabalho precisa acontecer. O povo anseia por isto. Precisa descansar e ter qualidade de vida.