Fim da escala 6x1, mais qualidade de vida
A proposta é mudança na qualidade de vida de milhões de brasileiros, com potencial para gerar empregos, melhorar salários e enfrentar a crise de saúde mental agravada pela sobrecarga e pela exaustão.
Por Rose Lima
A defesa do fim da escala 6×1 vai muito além de reduzir dias de trabalho. A proposta é mudança na qualidade de vida de milhões de brasileiros, com potencial para gerar empregos, melhorar salários e enfrentar a crise de saúde mental agravada pela sobrecarga e pela exaustão.
Enquanto as elites projetam impactos negativos na economia, estudos apontam que a redução da jornada semanal para 36 horas, prevista na PEC nº 08/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e defendida pelo movimento sindical, pode criar até 6 milhões de novos empregos formais no país. O número representaria aumento superior a 12,5% no total de trabalhadores com carteira assinada, hoje em cerca de 48,5 milhões.
A lógica é simples: com menos horas concentradas em menos pessoas, cresce a necessidade de novas contratações. O resultado pode ser mais empregos com direitos garantidos, distribuição de renda e melhores condições de trabalho.
Os impactos também seriam sentidos na saúde. Hoje, mais de 1 mil pessoas são afastadas do trabalho diariamente por doenças mentais no Brasil. Apenas em 2025, quase 400 mil trabalhadores ficaram mais de 15 dias afastados por transtornos psicológicos. Entre 2023 e 2025, as licenças cresceram 79%, segundo o INSS.


