Riscos psicossociais também no trabalho híbrido
Muitas questões nem sempre são fáceis de serem percebidas, mas uma coisa é fato: o trabalhador não é invisível. E jamais deve ser tratado desta maneira. Cabe à empresa monitorar os fatores que causam o adoecimento mental, a ergonomia, além do controle de jornada e gestão humanizada.
Por Ana Beatriz Leal
Se os limites entre a vida profissional e a pessoal são espinhosos, não porque o trabalhador quer, mas pelo adoecimento gerado pela dinâmica laboral, no trabalho híbrido as implicações são ainda mais delicadas. Apesar das especificidades, é obrigação da empresa gerenciar os riscos psicossociais, conforme determina a NR-1.
No caso do teletrabalho/home office, a Norma Regulamentadora 1 inclui os perigos psicossociais nos termos da NR-17, que trata da ergonomia. Com a dificuldade de desconexão e a distância das equipes, há muitas questões nas entrelinhas. Desde a sobrecarga e as jornadas extrapoladas, pressão por disponibilidade constante, falhas na comunicação, falta de apoio e até o esforço invisibilizado.
Muitas questões nem sempre são fáceis de serem percebidas, mas uma coisa é fato: o trabalhador não é invisível. E jamais deve ser tratado desta maneira. Cabe à empresa monitorar os fatores que causam o adoecimento mental, a ergonomia, além do controle de jornada e gestão humanizada.


