Rejeitada proposta da Caixa para Promoção por Mérito

A proposta da Caixa para a sistemática de Promoção por Mérito dos anos-base 2026 e 2027 foi rejeitada pela Comissão Executiva dos Empregados, durante a quarta rodada de negociação, ocorrida nesta sexta-feira (31/07), em São Paulo. Para a CEE, o alto número de requisitos e a inclusão do Alcance.Caixa dificultariam a conquista dos deltas, principalmente para quem trabalha na rede de agências, além disto, impediria que o pagamento fosse realizado em janeiro.

Por Ana Beatriz Leal

A proposta da Caixa para a sistemática de Promoção por Mérito dos anos-base 2026 e 2027 foi rejeitada pela Comissão Executiva dos Empregados, durante a quarta rodada de negociação, ocorrida nesta sexta-feira (31/07), em São Paulo. Para a CEE, o alto número de requisitos e a inclusão do Alcance.Caixa dificultariam a conquista dos deltas, principalmente para quem trabalha na rede de agências, além disto, impediria que o pagamento fosse realizado em janeiro.
 

Em relação à progressão referente ao ano-base 2026, a CEE cobra que o pagamento seja efetuado em janeiro de 2027. Os deltas relativos a 2025 foram creditados apenas em abril de 2026, o que reduziu o efeito financeiro da progressão para os empregados.
 

Sobre a Promoção por Mérito, a proposta divide os requisitos dos empregados ativos em dois blocos: Saúde em Dia, composto por ações de capacitação, saúde e qualidade de vida; e Estratégia Caixa, formado por cursos vinculados ao planejamento estratégico da empresa.  
A representação dos trabalhadores reivindicou novamente que o Super Caixa e outros programas que gerem renda sejam negociados com a CEE. Outra cobrança foi a transparência, acesso às informações de desempenho e definição de todas as regras antes do início do período de apuração. 

 

O pagamento integral da PLR Social equivalente a 6% do lucro líquido, distribuída linearmente, sem limite individual e sem compensação com a regra geral da PLR, também foi reivindicado. 
 

A CEE também cobrou em mesa o pagamento do 1% da PLR Social de 2020, que deixou de ser paga em 2021. O percentual a ser pago é de 4%, distribuído linearmente entre os empregados. Na ocasião a Caixa pagou apenas 3%.
 

O banco ainda antecipou para a CEE o Relatório de Administração do Saúde Caixa referente a 2025. O plano fechou 2025 com 273.462 beneficiários (127.475 titulares e 145.987 dependentes). Para garantir a sustentabilidade, é importante que a Caixa restabeleça o modelo de custeio 70/30. 
 

A instituição ficou de levar novas respostas na negociação da próxima semana.