Taxação do Pix é mentira da extrema direita
O Pix é imediato, gratuito e não impõe qualquer cobrança a quem envia ou a quem recebe os valores, independentemente do montante da transação. Trata-se de um modelo que ampliou o acesso da população aos serviços financeiros e reduziu custos, especialmente para os mais pobres.
Por Itana Oliveira
Não é novidade que a extrema direita brasileira demonstra pouca ou nenhuma preocupação real com o futuro do país, tampouco com a população que, majoritariamente, pertence às classes populares. Em muitos casos, a impressão que se tem é a de que há um desejo explícito de ver o governo errar, independentemente das consequências sociais.
Neste cenário, um dos principais nomes empenhados na disseminação de desinformação é o deputado bolsonarista federal Nikolas Ferreira (PL-MG). De forma recorrente, insiste em afirmar que o Pix será taxado e que o governo estaria fiscalizando transações financeiras com o objetivo de criar, no futuro, um imposto sobre a movimentação de dinheiro. As declarações, no entanto, contradizem frontalmente o que dizem os órgãos oficiais, que reiteram de maneira veemente que o Pix não será taxado.
O sistema de transferências instantâneas, inclusive, é considerado referência internacional no sistema financeiro. O Pix é imediato, gratuito e não impõe qualquer cobrança a quem envia ou a quem recebe os valores, independentemente do montante da transação. Trata-se de um modelo que ampliou o acesso da população aos serviços financeiros e reduziu custos, especialmente para os mais pobres.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, inclusive, já rebateu as novas fake news do deputado bolsonarista em entrevista coletiva, reforçando a informação já dita anteriormente de que a Constituição Federal proíbe a tributação sobre movimentações financeiras. Segundo o ministro, esse tipo de imposto simplesmente não existe e não pode existir legalmente.
