Uso de vape entre jovens preocupa
Enquanto o cigarro tradicional perde espaço entre os adolescentes, o eletrônico avança rapidamente. Na Bahia, o consumo de cigarro convencional caiu levemente, de 12,9% para 12,3%. Em Salvador, a queda foi mais expressiva, de 18% para 12,2%.
Por Itana Oliveira
Cada vez mais presente no dia a dia dos jovens, o cigarro eletrônico deixou de ser curiosidade e passou a fazer parte da rotina de muitos adolescentes na Bahia. Em cinco anos, o uso entre pessoas de 13 a 17 anos mais do que dobrou, saltando de 9,6% para 21,2%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Proibidos no Brasil, os “vapes” circulam com facilidade, muitas vezes dentro do próprio ambiente escolar. Pequenos, discretos e com aparência de eletrônicos comuns, acabam são vistos como inofensivos, o que aumenta o risco de experimentação precoce.
Enquanto o cigarro tradicional perde espaço entre os adolescentes, o eletrônico avança rapidamente. Na Bahia, o consumo de cigarro convencional caiu levemente, de 12,9% para 12,3%. Em Salvador, a queda foi mais expressiva, de 18% para 12,2%.
Outros comportamentos de risco também mostram mudanças. O número de adolescentes que já experimentaram bebida alcoólica caiu nos últimos anos, assim como o uso de drogas ilícitas. Ainda assim, o crescimento do “vape” preocupa especialistas, que alertam para os efeitos à saúde que podem surgir em pouco tempo de uso.
