Fim da escala 6×1 pode gerar 4,5 milhões de empregos
No centro da agenda sindical, o fim da escala 6x1 sem redução salarial tem o apoio do governo Lula e de 71% da população brasileira, segundo levantamento do instituto Quaest.
Por Ana Beatriz Leal
Embora encontre grande resistência do setor empresarial, que quer explorar e economizar a todo custo, e de parte de parlamentares alinhados com os interesses das elites, o fim da escala 6x1, para além dos trabalhadores, beneficiaria também a economia brasileira.
Estudo do Cesit/Unicamp (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) revela que a mudança no regime poderia gerar entre 4 e 4,5 milhões de novos postos de trabalho. Outro benefício seria o ganho de produtividade em torno de 4,5%, se a jornada fosse reduzida para 36 horas.
No centro da agenda sindical, o fim da escala 6x1 sem redução salarial tem o apoio do governo Lula e de 71% da população brasileira, segundo levantamento do instituto Quaest.
No Congresso Nacional, tramitam alguns projetos sobre o tema. No Senado, a PEC 148/2025, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que propõe reduzir a jornada de trabalho semanal de 44 para 36 horas, foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e aguarda votação no plenário.
Na Câmara dos Deputados tramitam a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), que propõe jornada de 36 horas, quatro dias de trabalho e o fim da escala 6×1; a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz a jornada para 36 horas ao longo de 10 anos; e o PL 67/2025, da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que reduz gradualmente a jornada para 40 horas até 2028.
No caso das PECs precisam passar pela CCJ e pelo plenário da Câmara, com 308 votos favoráveis, em dois turnos. Já o projeto de lei, se não houve recurso ao plenário, pode ser aprovado conclusivamente nas comissões.
