Plano de saúde e redução da rede na pauta
O número de unidades com previsão de encerramento até abril deste ano se iguala ao total registrado em 2025, quando 11 agências foram fechadas. Os dados evidenciam a falta de responsabilidade social do banco com os clientes diretamente impactados e os funcionários que perdem o emprego ou são transferidos para unidades já sobrecarregadas, sem cargos suficientes para absorver todos.
Por Itana Oliveira
O fechamento de agências, os impactos para clientes e funcionários, o plano de saúde para aposentados e problemas em programas internos do banco estiveram entre os temas discutidos na reunião realizada nesta quarta-feira (11/03), em São Paulo, entre representantes da COE (Comissão de Organização dos Empregados) e a direção do Itaú.
Na Bahia, por exemplo, a situação é alarmante. O número de unidades com previsão de encerramento até abril deste ano se iguala ao total registrado em 2025, quando 11 agências foram fechadas. Os dados evidenciam a falta de responsabilidade social do banco com os clientes diretamente impactados e os funcionários que perdem o emprego ou são transferidos para unidades já sobrecarregadas, sem cargos suficientes para absorver todos.
No Estado, há casos em que as agências receptoras ficam a cerca de 180 quilômetros de distância, obrigando a população a enfrentar longos deslocamentos para acessar os serviços. Em Camaçari, por exemplo, cerca de 3 mil beneficiários devem ser transferidos para uma unidade sem estrutura adequada para atender idosos e pessoas com deficiência.
A estimativa é de que aproximadamente 100 mil clientes sejam impactados na Bahia. Além disso, cerca de 90 trabalhadores vivem sob incerteza em relação ao futuro profissional, situação que afeta diretamente a saúde mental, gerando ansiedade e preocupação constante sobre possíveis transferências.
Outro ponto debatido foi a renovação do acordo da CCV (Comissão de Conciliação Voluntária). Entre as reivindicações estão a manutenção do plano de saúde para empregados em tratamento de doenças graves e a preservação das condições de crédito imobiliário. Também foi discutido o reajuste do plano de saúde, contestado pelos representantes dos trabalhadores, que consideram os índices abusivos e criticam a falta de transparência na apresentação dos números.
Além disso, foram relatados problemas relacionados ao programa de metas GERA e ao Smart Pró, como cobranças desproporcionais, falhas operacionais e o congelamento da remuneração variável.
O banco informou que irá analisar as reivindicações e apresentar respostas em uma nova reunião. As entidades sindicais, no entanto, afirmam que continuarão denunciando as irregularidades aos órgãos fiscalizadores e realizando mobilizações contra o que classificam como descaso da empresa.
A coordenadora da COE Itaú, Luciana Doria, participou da reunião representando o Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.
