SANTANDER/UNIMED: Queixas e silêncio
A mobilização sindical também não é recente. Há mais de dois anos, as entidades pressionam o banco por mudanças.
Por Rose Lima
A promessa de um plano de saúde eficiente deu lugar a uma rotina de incertezas para funcionários do Santander na Bahia. Desde a mudança para o Unimed, em fevereiro de 2023, se acumulam relatos de dificuldades de acesso, interrupções de tratamento e uma rede cada vez mais limitada.
Por trás dos números, histórias concretas. Pacientes que precisaram interromper atendimentos em curso após o descredenciamento de hospitais. Outros que enfrentam semanas, às vezes meses, aguardando autorização para exames. Há ainda quem tenha recorrido ao atendimento particular, sem garantia de reembolso.
A insatisfação é expressiva. Pesquisa apresentada ao banco aponta mais de 90% de rejeição ao atual plano. A principal queixa é a mesma desde o início: a rede credenciada não atende à demanda.
Clínicas, laboratórios e hospitais são considerados insuficientes para dar conta dos usuários, especialmente após o descredenciamento de unidades de grande porte em Salvador, como o hospital São Rafael.
Além disso, há dificuldade de acesso a especialidades médicas, demora na autorização de procedimentos, limitações ou ausência de reembolso - retrocesso em relação ao plano anterior, SulAmérica.
A mobilização sindical também não é recente. Há mais de dois anos, as entidades pressionam o banco por mudanças. Foram realizadas campanhas em outdoors, manifestações em agências, paralisações e consultas à categoria. Mais recentemente, o Sindicato e a Federação formalizaram a exigência de troca do plano. Uma carta foi entregue ao Relações Sindicais, Marcelo Couto, que se comprometeu a dar retorno. Mais de dois meses depois, não houve resposta.
