Avanço do emprego no país
A queda foi acompanhada pelo aumento do número de pessoas ocupadas, que chegou a mais de 102 milhões, e pela redução do contingente de desempregados para cerca de 6,3 milhões.
Por Caio Ribeiro
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre do ano passado, atingindo o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado confirma a trajetória de melhora do mercado de trabalho, com redução expressiva em relação aos períodos anteriores e ao mesmo trimestre de 2024.
A queda foi acompanhada pelo aumento do número de pessoas ocupadas, que chegou a mais de 102 milhões, e pela redução do contingente de desempregados para cerca de 6,3 milhões. O avanço da ocupação foi determinante para o resultado, refletindo o dinamismo da economia e a ampliação das oportunidades de trabalho no país.
Outro destaque é o crescimento do emprego formal, com recorde no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, além da elevação do rendimento médio do trabalho, também no maior patamar da série. Esses indicadores apontam não apenas mais postos de trabalho, mas também melhora nas condições de renda dos trabalhadores.
Apesar dos avanços, o cenário ainda exige atenção, especialmente diante dos níveis de informalidade e das desigualdades regionais no mercado de trabalho. Para o movimento sindical, os dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à geração de emprego de qualidade, valorização salarial e ampliação de direitos para a classe trabalhadora.
