Combate ao trabalho infantil avança

Cerca de 77% estavam submetidos às chamadas piores formas de trabalho infantil, em atividades que oferecem riscos à saúde, à segurança e ao desenvolvimento físico e psicológico.

Por Caio Ribeiro

As ações de fiscalização do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) retiraram 1.545 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil no primeiro semestre de 2026. O resultado reúne operações realizadas entre janeiro e junho em sete estados brasileiros e reforça o combate à exploração do trabalho de menores de idade.

 

Entre janeiro e abril, a Auditoria Fiscal do Trabalho promoveu 2.901 fiscalizações, que afastaram 1.108 crianças e adolescentes. Deste total, cerca de 77% estavam submetidos às chamadas piores formas de trabalho infantil, em atividades que oferecem riscos à saúde, à segurança e ao desenvolvimento físico e psicológico.

 

As operações realizadas em maio e junho identificaram outros 437 casos, com registros na Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe. Os jovens foram encontrados em atividades como feiras livres, oficinas mecânicas, indústria calçadista, comércio, cozinhas industriais e trabalhos rurais, todos proibidos pela legislação para essa faixa etária.