Ato contra impunidade dos assassinos de Colombiano e Catarina
O então tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Paulo Colombiano, importante militante dos movimentos sociais, foi morto juntamente com a esposa, Catarina Galindo, em 29 de junho de 2010.
Por Julia Portela
Quase 16 anos após o assassinato de Paulo Colombiano e Catarina Galindo, familiares, amigos e entidades voltaram às ruas nesta segunda-feira (29), em frente ao Fórum Ruy Barbosa, no Campo da Pólvora, para cobrar a punição dos responsáveis pelo crime. O ato denunciou a morosidade da Justiça e reforçou que a luta contra a impunidade permanece.
O então tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Paulo Colombiano, importante militante dos movimentos sociais, foi morto juntamente com a esposa, Catarina Galindo, em 29 de junho de 2010. Antes do crime, Colombiano havia denunciado esquema de fraudes milionárias envolvendo o plano de saúde da categoria, administrado pela empresa MasterMed.
Os irmãos Claudomiro e Cássio Santana foram apontados pelo Ministério Público como mandantes do assassinato. Já Adailton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner Lopes são acusados de executar o crime. Apesar da gravidade do caso, todos respondem em liberdade.
Sem julgamento concluído, o processo se arrasta há 15 anos, entre recursos e entraves judiciais. Desde 2017, o caso aguarda decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no Tribunal de Justiça da Bahia, cenário que reforça a cobrança por justiça e pelo fim da impunidade.


