Fake news ameaçam eleição
A preocupação varia de acordo com a preferência eleitoral. Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 68% consideram elevado o risco de impacto das fake news, enquanto entre os eleitores de Flávio Bolsonaro o índice é de 52%.
Por Caio Ribeiro
Pesquisa BTG/Nexus aponta que 62% dos eleitores consideram alto ou muito alto o risco de notícias falsas influenciarem ou ameaçarem o resultado das eleições presidenciais deste ano. Do total, 37% classificam o risco como “muito alto” e 25% como “alto”. O levantamento foi realizado entre 14 e 16 de agosto, com 2.003 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.
A preocupação varia de acordo com a preferência eleitoral. Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 68% consideram elevado o risco de impacto das fake news, enquanto entre os eleitores de Flávio Bolsonaro o índice é de 52%. Entre aqueles que apoiam outros candidatos, a percepção de risco alto ou muito alto chega a 67%.
A pesquisa também mostra a diversidade de canais utilizados pelos eleitores para acompanhar a disputa. A televisão aberta aparece como principal meio de informação, citada por 65% dos entrevistados, seguida por portais e páginas da internet, com 61%, Instagram, com 58%, WhatsApp, com 50%, e YouTube, com 47%. Considerando os tipos de mídia, as redes sociais lideram, utilizadas por 77% dos entrevistados.
O levantamento ainda indica forte interesse dos eleitores no acompanhamento da campanha. Ao todo, 68% afirmam que pretendem acompanhar o horário eleitoral gratuito, enquanto 86% dizem que assistirão aos debates presidenciais de alguma forma, seja ao vivo, pela internet ou posteriormente por meio de cortes e vídeos nas redes sociais.
Os dados reforçam o papel central dos diferentes meios de comunicação na disputa eleitoral e o desafio de conter a circulação de informações falsas durante o processo.


