COLUNA SAQUE

Postado: 16/09/2020 - 11:12

ELEITOREIRO
Ao anunciar o fim do famigerado Renda Brasil, garantir o Bolsa Família e impedir Guedes, agente do mercado financeiro, de congelar as aposentadorias, Bolsonaro agiu movido por interesses meramente eleitorais. Tem nada de bonzinho. Ele não está nem aí para a pobreza. A única preocupação é fazer média com o povo para a reeleição.


 
CORDA
Preocupados em continuar no poder, cientes de que precisam preservar e melhorar a imagem de Bolsonaro, único nome competitivo que têm para as urnas, os militares que controlam o governo, em particular o grupo palaciano, impõem cada vez mais derrotas a Guedes. Eles se mantêm fiéis ao projeto ultraliberal, mas sabem que se apertar demais a corda quebra.


 
INQUIETANTE
Menos de uma semana após a posse, Luiz Fux sinaliza como será o STF sob nova direção. Presidente também do CNJ, ele não admite concessões na pena por causa da pandemia nos crimes de corrupção. Tomara que, em nome do falso moralismo lavajatista, não permita excepcionalidades. As exceções têm debilitado, e muito, o Estado democrático de direito.


 
TENDENCIOSIDADE
Setembro entrou na segunda quinzena, Celso de Mello já voltou da licença médica, se aposenta em novembro, quando assume o novo ministro indicado por Bolsonaro, e até agora nenhuma decisão do STF sobre a data para julgamento da suspeição de Moro na 2ª Turma.  As elites estão mesmo decididas a manter Lula inelegível. Morrem de medo.
 
 
EQUIVOCAÇÃO
É um grande engano das elites políticas, econômicas, judiciais e militares ficarem empurrando com a barriga a decisão sobre a suspeição de Moro e a devolução dos direitos políticos de Lula, condenado sem provas. Só fazem agravar a crise, pois as aberrações no funcionamento da democracia e da República terminam por atrofiar a economia. A sociedade é uma rede.