COLUNA SAQUE

Postado: 20/11/2020 - 11:02

CONSEQUÊNCIA
Em Porto Alegre, homem negro é assassinado por seguranças do Carrefour. Em Belém, candidata a prefeita é morta pelo marido. Em Joinville, vereadora eleita é ameaçada de morte por ser negra. No Rio, missa suspensa devido ameaças. Resultado do incentivo bolsonarista ao racismo, machismo, feminicídio, homofobia e violência policial. Neofascismo no ataque.

 

RACISMO
A atitude de Bolsonaro na sexta-feira, Dia da Consciência Negra, de saudar Pelé, que nunca teve qualquer vínculo com a causa, sem fazer nenhuma referência ao assassinato de um homem negro por seguranças do Carrefour, na véspera, é mais uma prova do caráter racista do governo e do presidente. E ainda há quem duvide. Por ignorância ou conveniência, claro.

 

GIRANDO
Sem nenhum determinismo geográfico. O Nordeste, que era a região mais atrasada politicamente por causa do coronelismo, hoje se destaca como pólo de resistência ao neofascismo bolsonarista. O Sudeste, Sul, Centro Oeste e o Norte agora são conhecidos por abrigarem o grosso do pensamento e práticas ultraconservadoras de extrema direita. Gira mundo.

 

ARROTO
Bolsonaro é o que se pode chamar de “bandido coca-cola”, o tolo que pensa enganar todo mundo. Isso fica evidente a cada atitude ou fala. Na quinta-feira, ele afirmou que “os índios trocam madeira por coca-cola e cerveja”. Engana ninguém. A intenção é insuflar o “gado” bolsonarista e dar aval para a banda podre do agronegócio invadir terras indígenas.

 

LAVAJATISMO
Triste Brasil, onde o Judiciário não consegue fazer justiça. A defesa, acertadamente, pede que qualquer ação contra Lula só seja levada adiante depois de o STF julgar a suspeição de Moro. Mas Fachin, o ministro que integra a bancada lavajatista no Supremo, insiste para que o STJ julgue logo o caso do tríplex do Guarujá (SP). Dane-se o devido processo legal.