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Por Rogaciano Medeiros

 

IMPACTO PÍFIO
Do ponto de vista da política institucional, da boa relação entre os poderes da República, a rejeição ao nome de Jorge Messias para o STF foi péssima, especialmente para a afirmação da democracia, dos valores republicanos. Porém, no plano eleitoral o impacto é praticamente zero. Não vai melhorar ou piorar o desempenho de Lula, que inclusive voltou a subir nas pesquisas.


CONTER CARESTIA
A cinco meses da eleição do dia 4 de outubro próximo, o que as forças progressistas gestoras do projeto de democracia social têm de combater firmemente é a carestia, o aumento dos preços dos alimentos, dos combustíveis, do gás de cozinha, e aí o governo tem tido certo êxito, com programas específicos para amortizar os efeitos no país da guerra no Irã.


LADO POSITIVO
“Há males que vêm para o bem”. A rejeição do Senado a Jorge Messias, que na sabatina se dobrou muito ao pensamento reacionário da maioria do Parlamento, ao ponto de salientar ser “servo de Deus”, em vez de exaltar o respeito à Constituição, soa como mais um alerta ao governo para confiar menos na via institucional e apostar mais na política, na mobilização popular.


EXEMPLO CLARO
No livro “Como as democracias morrem”, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt dizem que a decomposição democrática não ocorre só por golpe de Estado, mas também pela violação ao que chamam de “tolerância mútua”, o reconhecimento do adversário, e a “reserva institucional”, limites ao poder legal. A rejeição ao nome de Jorge Messias para o STF é um exemplo claro.


PARECE EVIDENTE
Mesmo sem dados objetivos, a realidade político-eleitoral permite arriscar dizer que o campo progressista, na eleição deste ano, tem bem menos apoio das elites do que teve em 2022, embora isto não signifique, necessariamente, derrota nas urnas. Porém, polariza e permite a Lula, caso reeleito, fazer um governo bem mais comprometido com os interesses populares. 

 

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