COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
FÉTIDO DEMAIS
O Centrão e o PL rejeitaram Jorge Messias para o STF e derrubaram o veto ao projeto da dosimetria, que reduz a pena de Bolsonaro e outros criminosos, atos altamente nocivos à democracia e a República, para pressionar o governo a abafar o escândalo do Banco Master. Mas, o odor é fétido demais, não há como contê-lo. Lula tem o dever de aprofundar as investigações.
EXPÕE NOCIVIDADE
Além de desmascarar a natureza corrupta dos bolsonaristas, que vivem a falar em Deus, pátria e família para esconder os crimes que cometem, a investigação do escândalo Master expõe a promiscuidade no mercado de capitais, mostra o quanto o sistema financeiro é nocivo à civilidade, ao ideal republicano. Se um banco médio fez tanto estrago, imagine os grandes.
SOBERANIA POPULAR
Os últimos acontecimentos políticos não deixam dúvida de que, assim como em 2018, as elites - PL, Centrão, bancadas do boi, da bala e da bíblia - estão mais unificadas na eleição deste ano para tentar derrotar o projeto de democracia social. A mídia corporativa assume Flávio, descaradamente. A reeleição de Lula exige mobilização popular. O povo é soberano, na rua fica mais forte.
ATOS SEMANAIS
O governo precisa, urgentemente, usar a força que tem, especialmente com os movimentos sociais, para promover uma campanha massiva, de fôlego, em defesa da democracia e da soberania nacional. Povo na rua pelo menos uma vez por semana. Ativar na nação o sentimento de que o Brasil é dos brasileiros. Mostrar que os bolsonaristas querem entregar a riqueza do país aos EUA.
DISFARCE ELEITORAL
É muita ingenuidade acreditar que os bolsonaristas, duros críticos dos programas sociais do governo Lula, que querem acabar com o salário mínimo e se opuseram à isenção do IR para salários até R$ 5 mil/mês, estejam mesmo dispostos a aprovar o fim da escala 6x1. Só não se opõem publicamente por causa da eleição, mas vão atuar na surdina para derrotar a PEC.


