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COLUNA SAQUE

Por Rogaciano Medeiros 

 

GOL CONTRA

A patifaria de Trump para anular a suspensão do jogador Balogun deu xabu.  Além de a Bélgica ter goleado a seleção estadunidense por 4x1, o episódio rebaixa ainda mais a frágil credibilidade da Fifa, que vetou a participação da Rússia pela invasão da Ucrânia, mas permitiu os EUA, apesar do bombardeio no Irã, e Israel, que disputou as eliminatórias em pleno genocídio na Palestina.

 

DILEMA ÉTICO

O jogo EUA e Bélgica foi de difícil escolha para quem crê na democracia, na multipolaridade, na civilidade. De um lado o império ianque, acostumado a usar o poderio militar para saquear a riqueza das nações, de outro a triste lembrança do rei Leopoldo II, que de 1885 a 1908 matou mais de 10 milhões de congoleses na hoje República Democrática do Congo. Um genocídio, sim.

 

VERGONHA, GIANNI

Inegavelmente, a subserviência do presidente da Fifa, Gianni Infantino, manchou o Mundial de 2026. Ele feriu as regras ao anular a suspensão do jogador estadunidense, se omitiu na agressão de Trump ao chamar o árbitro brasileiro de “suspeito” e foi conivente com as perseguições contra atletas, comissões técnicas e torcedores de países não alinhados aos EUA.

 

NOVAS REGRAS

A maior Copa em número de seleções reafirma a necessidade urgente de novos parâmetros de gestão para os organismos internacionais. A servidão da Fifa às imposições de Trump reproduz a imprestabilidade da ONU, incapaz de mediar conflitos entre nações e conter os crimes do imperialismo (EUA e Europa). O futebol, mercado bilionário, é mais um alvo.

 

CHORO PERDEDOR

Em seis dias, dois vassalos do ultraliberalismo fascinazista na mídia jogam a toalha para o presidenciável do PL. Segundo Lauro Jardim e Merval Pereira, o sistema financeiro e a Fiesp já desistiram de Flávio Bolsonaro e começam a fazer planos para 2030. Como a Globo não é de ajudar o campo progressista, fica evidente o choro de perdedor.

 
 
 

 

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