COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
ENCRUADA SERVIDÃO
A Confederação Nacional da Indústria expressou preocupação com o novo tarifaço dos EUA contra produtos brasileiros e apontou as consequências nefastas para a economia, mas não teve coragem para fazer uma veemente condenação à atitude de Trump, vale lembrar, apoiada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e boa parte da obtusa base da CNI. É o vício da servidão.
VIRALATISMO RAIZ
Os impactos negativos do novo tarifaço de Trump contra o Brasil são tratados pela CNI como se fossem um fenômeno natural, inexorável, impossível de ser enfrentado e superado com atitude política e altivez. Despolitiza a questão por interesse de classe. Deveria reagir com contundência, pois a indústria é o setor mais prejudicado. Se dobra aos EUA por puro viralatismo.
ELITES INVERTEBRADAS
Como é comum nos países colonizados, as elites brasileiras foram formadas para servir ao império de plantão. Já foi Portugal, França, Reino Unido e agora se dobram aos EUA. São invertebradas, portanto, se amanhã a China se tornar mesmo, como tudo indica, o centro do macro poder global, servirão aos chineses com a fidelidade canina de sempre. Só a decolonialidade cura.
PALPITANTE DEBATE
Um bom debate travado atualmente nas Ciências Sociais é se a forma como a China busca a hegemonia global, baseada na cooperação entre os povos e no respeito à multipolaridade, pode ser caracterizada também como imperialismo ou a expressão só cabe à conduta tradicional dos EUA e Europa, de usarem o poderio militar para saquear a riqueza das nações.
NO TECNOFEUDALISMO
Para os interessados em conteúdos capazes de jogar luz na interpretação dos fenômenos políticos, econômicos, sociais e ideológicos que interferem hoje na luta pelo poder global, vale a pena a leitura do livro “Tecnofeudalismo: o que matou o capitalismo”. O autor, Yanis Varoufakis, defende a tese de que as big techs têm destruído os estados nacionais, o liberalismo e o processo civilizacional.


