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Violência espanhola não impede vitória cubana

No artigo, Álvaro Gomes fala sobre a guerra pela independência de Cuba avançava e a derrota das tropas espanholas.

A guerra pela independência de Cuba avançava e a derrota das tropas espanholas se tornava inevitável. Os Estados Unidos depois de mais de 30 anos de luta heroica do povo cubano, encontra um pretexto para entrar na guerra, e assim, com o poderio militar, abre caminho para tomar das mãos dos espanhois a colonização, para que o território cubano fique sob seu domínio.

 

 

A guerra já atingia todo o Oriente e a estratégia era levar o movimento para o Ocidente do país. Um importante instrumento de comunicação das forças patrióticas El Cubano Libre, o mesmo nome jornal criado por Céspedes em 1868, cumpre um papel de disseminar os ideais revolucionários. O processo para independência continua forte e realiza a Assembleia de Jimaguayü, província de Camaguey, onde aprova a centralização do governo a partir de um conselho reunindo os poderes Executivo e Legislativo.

 

 

A assembleia de Jimaguayá, que ocorreu entre 13 e 18 de setembro de 1895, elegeu Salvador Cisneros, presidente e Vice Bartolomé Masó. Faziam parte também do governo Máximo Gómez e Antonio Maceo, além do representante de Cuba no exterior, Tomás Estrada Palma que havia substituído José Marti como delegado do Partido Revolucionário Cubano. Foi elaborada uma constituição que delimitava as funções civis e militares, polêmica recorrente no processo revolucionário (Navarro, 1996, p.65).

 

 

Em 22 de outubro de 1895, reunidos em Baragua, lugar onde em 1878 houve o histórico protesto, Maceo deu início a marcha para o Ocidente, derrotando o exército espanhol em cada província. Ganhou respeito internacional e muitas personalidades do mundo compreendiam que a Espanha estava derrotada. Os espanhóis desenvolveram uma intensa repressão sob o comando de Valeriano Weyler que substituiu Martinez Campos. (...). Calcula-se que pelo menos um terço da população rural morreu (Navarro, 1996, p.67).

 

 

As tropas espanholas, sob o comando de Weyler, desenvolvem ofensiva em Pinar Del Rey para derrotar o general Maceo que se desloca para a província de Havana, onde morre na batalha de San Pedro, junto om Francisco Gomez, filho de Máximo Giomez. A revolução perdeu mais um dos principais líderes, conhecido como Titan de Bronze, seu corpo estava marcado com 26 cicatrizes de armas de fogo, depois de ter lutado em mais de 900 combates (...). (Navarro, 1996, p.68)

 

 

Referência: Navarro, José Cantón, 1996, Editorial SI-MAR S.A, El Desafío Del Yugo y La Estrella. Ciudad de La Habana-Cuba

 

 

*Álvaro Gomes é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e presidente do IAPAZ