Selic, 15% é sabotagem nacional
Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) comprovam esta realidade: julho registrou a menor criação de empregos formais desde 2020 e não é coincidência. Com juros neste patamar, empresas deixam de investir, negócios quebram, trabalhadores perdem renda e direitos. É o preço que o povo paga por um sistema construído para proteger os lucros de poucos à custa da maioria.
Por Julia Portela
A taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, representa um dos maiores entraves ao desenvolvimento econômico do país. Longe de ser uma medida técnica, a Selic neste patamar é um projeto político que beneficia diretamente os rentistas e o mercado financeiro, enquanto sacrifica a classe trabalhadora, o setor produtivo e a população mais pobre. É a manutenção dos privilégios do topo da pirâmide, à custa do sofrimento da base.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, foi certeiro ao afirmar que os juros altos causam mais danos à economia do que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Enquanto potências como os EUA impõem barreiras comerciais externas, o Banco Central brasileiro, com sua suposta “autonomia”, atua contra o próprio país, travando o crédito, encarecendo a produção e desestimulando o consumo interno. Trata-se de um modelo de política monetária conservadora que mina a soberania nacional e bloqueia qualquer projeto de desenvolvimento.
Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) comprovam esta realidade: julho registrou a menor criação de empregos formais desde 2020 e não é coincidência. Com juros neste patamar, empresas deixam de investir, negócios quebram, trabalhadores perdem renda e direitos. É o preço que o povo paga por um sistema construído para proteger os lucros de poucos à custa da maioria.