Combate à adultização além das redes
O debate recente, e assertivo, sobre a adultização de crianças e adolescentes, que têm sido expostos nas redes sociais, não pode se restringir ao ambiente virtual. É preciso ir mais além e discutir as outras formas de exploração, como o trabalho infantil.
Por Ana Beatriz Leal
O debate recente, e assertivo, sobre a adultização de crianças e adolescentes, que têm sido expostos nas redes sociais, não pode se restringir ao ambiente virtual. É preciso ir mais além e discutir as outras formas de exploração, como o trabalho infantil.
O Brasil registrou 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Do total, 586 mil estavam envolvidos nas piores formas da prática.
A exploração não acontece por acaso. Faz parte de um sistema de desigualdade que atinge a camada mais baixa da sociedade. São crianças sem acesso à escola, lazer, cultura e políticas públicas básicas. Enxadas ao invés de caneta, livro e futuro.
O enfrentamento, portanto, passa por ampliação de iniciativas do Estado, garantia de renda às famílias e fortalecimento das redes de proteção.