BC adotará medidas de segurança para o Pix
Atualmente, o sistema que faz os rastreamentos é limitado, pois depende de variados fatores para ressarcir a vítima.
Por Itana Oliveira
A partir de 23 de novembro, o Banco Central ampliará o monitoramento de transações via Pix, a fim de localizar e evitar fraudes. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28/08). Atualmente, o sistema que faz os rastreamentos é limitado, pois depende de variados fatores para ressarcir a vítima.
O MED (Mecanismo Especial de Devolução), modelo atual, só permite o rastreio da primeira conta para onde o valor foi desviado, no entanto a estratégia dos criminosos é repassar o dinheiro para várias contas, desta forma, os dados são dissipados.
Além disto, o principal critério para realizar o estorno é se houver saldo na conta receptora, o que, normalmente, por estratégia, não tem. No ano passado, o BC conseguiu devolver menos de 7% de todo valor desviado.
A regra foi alterada para que mais de uma solicitação de devolução possa ser aberta quando houver pedido de recuperação de valores. A partir da mudança, as instituições terão capacidade técnica para rastrear até cinco níveis de transferências. O valor poderá ser devolvido em até 11 dias após a contestação.
A outra mudança importante, que entrará em vigor a partir de outubro, é de que indivíduos poderão realizar a contestação sem ter o banco como intermediário através do aplicativo bancário, já que atualmente apenas a instituição pode fazer isto.