Gasolina: queda sem repasse
O preço médio do litro da gasolina nos postos subiu mais de 37%, ampliando o custo total para o consumidor e gerando questionamentos sobre a eficiência do repasse ao mercado varejista.
Por Caio Ribeiro
O governo Lula acumulou, desde o início da gestão, redução significativa no preço da gasolina cobrado nas refinarias, uma ação que sinaliza compromisso com o alívio dos custos de produção de combustíveis e com a agenda de fortalecimento de políticas públicas voltadas ao bem-estar dos consumidores e da economia nacional.
O valor médio da gasolina vendida às distribuidoras caiu cerca de 16%, refletindo ajustes na estratégia de preços da Petrobras e a tentativa de modular os impactos das variações internacionais no mercado interno.
No entanto, a queda nas bases de formação de preço não se traduziu diretamente em redução no valor final pago nas bombas pelos motoristas. Dados da Agência Nacional do Petróleo indicam que, no mesmo período, o preço médio do litro da gasolina nos postos subiu mais de 37%, ampliando o custo total para o consumidor e gerando questionamentos sobre a eficiência do repasse ao mercado varejista.
A discrepância tem alimentado debates sobre os mecanismos de formação de preços, que envolvem não apenas os ajustes nas refinarias, mas também a composição tributária, os custos logísticos, as margens de distribuição e revenda que incidem ao longo da cadeia.
Especialistas apontam que fatores como a tributação estadual (ICMS) e a estrutura de custos do setor contribuem para que a queda no preço na origem não seja percebida diretamente pelo consumidor final.
