R$ 264 bilhões jogados no congestionamento

O país perde cerca de R$ 264 bilhões por ano, simplesmente porque trabalhadores perdem horas valiosas presos em congestionamentos no trajeto entre casa e trabalho.

Por Caio Ribeiro

O Brasil está pagando um preço econômico e social altíssimo por causa de um problema que deveria ser tratado como prioridade: a ineficiência da mobilidade urbana. Estudo recente aponta que o país perde cerca de R$ 264 bilhões por ano, simplesmente porque trabalhadores perdem horas valiosas presos em congestionamentos no trajeto entre casa e trabalho, um desperdício que supera recursos destinados a áreas essenciais como educação e saúde.

 

Milhões de brasileiros dedicam entre uma e duas horas, e em muitos casos mais de duas, apenas para se deslocar diariamente, causando não só prejuízo para a economia, mas também desgaste físico e mental. A falta de um planejamento integrado de transporte público e infraestrutura eficiente reflete uma ausência de visão estratégica do Estado, que adia soluções há décadas.

 

Esta colossal perda de tempo e dinheiro revela a prioridade equivocada dada a projetos pontuais em vez de políticas públicas estruturantes que diminuam congestionamentos, incentivem transporte coletivo de qualidade e reduzam a dependência automotiva. Enquanto isto não ocorre, trabalhadores continuam sacrificando vida pessoal, produtividade e a própria qualidade de vida.

 

É urgente que o debate sobre mobilidade saia do discurso e entre em ações concretas, com integração de metrôs, ônibus e trens, além de medidas que incentivem deslocamentos mais rápidos, seguros e sustentáveis. O Brasil não pode mais tolerar esse rombo econômico e humano provocado pelo trânsito.