Ser empreendedor no Brasil custa a saúde

O problema mais recorrente é a ansiedade, relatado por 85% dos entrevistados, que é a antecipação de riscos, muitas vezes inexistentes, que levam ao estado de constante medo e alerta, além de apresentar consequências físicas, como problemas gastrointestinais, tremores, taquicardia, entre outros. Em seguida, 37% relatam sintomas de burnout, que se apresenta em forma de exaustão extrema e estresse. Ataques de pânico atingem 22% e depressão 21%.

Por Itana Oliveira

Ser dono do próprio negócio no Brasil só é sinônimo de tranquilidade para os grandes empresários. Os empreendedores que lutam pela autonomia trabalhista enfrentam desafios exaustivos na tentativa de emplacar o próprio negócio e a saúde mental é o ponto de alerta que avisa sobre o limite do corpo. Segundo pesquisa da Endeavor, organização de apoio ao empreendedorismo, 94,1% dos fundadores de alto impacto, ou seja, aqueles cujo empreendimento tem potencial de transformar setores inteiros e gerar efeitos multiplicadores na economia e na sociedade, já enfrentaram algum tipo de condição adversa de saúde mental. 


O problema mais recorrente é a ansiedade, relatado por 85% dos entrevistados, que é a antecipação de riscos, muitas vezes inexistentes, que levam ao estado de constante medo e alerta, além de apresentar consequências físicas, como problemas gastrointestinais, tremores, taquicardia, entre outros. Em seguida, 37% relatam sintomas de burnout, que se apresenta em forma de exaustão extrema e estresse. Ataques de pânico atingem 22% e depressão 21%.


Os dados mostram que a realidade de quem tenta manter o próprio negócio está longe da imagem de sucesso fácil. A rotina é pesada, a cobrança é constante e o medo de não dar conta acompanha muitos empreendedores todos os dias. É um sinal claro de que trabalhar por conta própria, no Brasil, também cobra um preço alto da saúde.