Ataques dos EUA e Israel ao Irã ameaçam o Brasil e o mundo
Os bombardeios ao Irã fazem parte do mesmo roteiro, do mesmo projeto do império norte-americano, de reconquistar a hegemonia global pelo poderio militar, o que inclui a retomada da Doutrina Monroe, ou seja, a América do Sul e o Caribe vistos e tratados como quintal dos Estados Unidos.
Por Rogaciano Medeiros
Além das questões civilizatória e humanística que os bombardeios dos Estados Unidos e Israel contra o Irã têm despertado no mundo todo, pois já começam a matar a população civil, principalmente crianças, mulheres e idosos, igual como tem acontecido em Gaza com os palestinos, a aventura insana da dobradinha fascinazista Trump/Netanyahu representa também ameaças políticas e econômicas para o Brasil, sem falar no risco para toda a humanidade, devido o perigo de uma nova guerra mundial.
De início, no caso do prolongamento do conflito, o fechamento, pelos iranianos, do Estreito de Ormuz, considerado fundamental para o comércio global de energia, tende a provocar graves problemas para toda a economia ocidental, inclusive a brasileira. E nestes momentos de crise, os mais pobres, os vulneráveis, o povo de um modo geral, são sempre os mais prejudicados.
Outro detalhe importante, os bombardeios ao Irã fazem parte do mesmo roteiro, do mesmo projeto do império norte-americano, de reconquistar a hegemonia global pelo poderio militar, o que inclui a retomada da Doutrina Monroe, ou seja, a América do Sul e o Caribe vistos e tratados como quintal dos Estados Unidos.
Tem mais, como a tendência é Lula, que tem encontro pré-agendado com Trump para este mês, não aceitar as imposições imperiais, sem dúvida nenhuma os EUA irão se intrometer de forma brutal e criminosa na eleição brasileira deste ano, a fim de derrotar o campo progressista. Vão fazer de tudo para interromper o projeto de democracia social hoje em curso no país para colocar de volta ao poder central a extrema direita bolsonarista que sempre serviu o império com fidelidade canina.
Para o sociólogo português Boaventura Sousa Santos, “o Brasil deve se preparar para o pior”, pois entende que o alvo geopolítico dos Estados Unidos com as agressões ao Irã é mais amplo e mira o Brics, a multipolaridade e os países estratégicos. É isto mesmo.
