Ato cobra fim das demissões no Bradesco
Durante a atividade, foi cobrada a garantia dos empregos, o fim do fechamento de unidades e melhorias no plano de saúde dos trabalhadores.
Por Julia Portela
Demissões, fechamento de agências e retirada de direitos marcaram mais um capítulo da política do Bradesco contra os trabalhadores. Em resposta, o Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação da Bahia e Sergipe realizaram, na manhã desta terça-feira (17/03), manifestação em frente à diretoria regional do banco, no Garcia, em Salvador. O ato integrou mobilização nacional contra as medidas que ampliam a precarização e reduzem postos de trabalho.
Durante a atividade, foi cobrada a garantia dos empregos, o fim do fechamento de unidades e melhorias no plano de saúde dos trabalhadores. Também foi denunciada a implementação da plataforma educacional “Unico Skill”, lançada sem diálogo com a categoria. A iniciativa selecionou cerca de 22 mil empregados em todo o país, sem transparência sobre critérios ou contrapartidas, ignorando uma reivindicação histórica do movimento sindical por políticas de incentivo à formação.
A reestruturação do setor de saúde do banco também esteve no centro das críticas. A criação da nova empresa, denominada Bradesaúde, unifica operações e concentra um mercado bilionário, com mais de 13 milhões de clientes. A mudança levanta preocupações sobre impactos nas condições dos trabalhadores e no acesso aos serviços, diante da lógica de concentração e financeirização do setor.
A mobilização reforça a defesa do emprego, do atendimento presencial e de condições dignas de trabalho. O movimento sindical pressiona o Bradesco a rever as medidas e a abrir negociação efetiva, diante de uma política que prioriza o lucro enquanto retira direitos e fragiliza trabalhadores e clientes.
