Organização garante reajustes com ganhos reais
A organização dos trabalhadores, guiado pelo movimento sindical, e a melhora no cenário econômico, deram resultados positivos à classe trabalhadora. Nos três primeiros meses deste ano, 89,1% dos reajustes salariais tiveram ganhos reais, ou seja, acima da inflação.
Por Ana Beatriz Leal
A organização dos trabalhadores, guiado pelo movimento sindical, e a melhora no cenário econômico, deram resultados positivos à classe trabalhadora. Nos três primeiros meses deste ano, 89,1% dos reajustes salariais tiveram ganhos reais, ou seja, acima da inflação.
De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 8,1% dos reajustes foram iguais à variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e 2,8% ficaram abaixo.
Segundo o boletim De Olho nas Negociações, “o resultado é significativamente melhor do que o observado na somatória das últimas 12 datas-bases (de março de 2025 a fevereiro de 2026)”. Considerando esse universo, o percentual de reajuste acima da inflação foi de 77%; igual (14,6%) e abaixo (8,4%). Se observado apenas fevereiro, 88,6% dos reajustes salariais registrados até 9 de março alcançaram aumentos reais.
No caso do recorte regional, o Norte e o Nordeste tiveram os melhores resultados: 92% das negociações em cada uma das regiões obtiveram reajustes superiores ao INPC.
O valor médio dos pisos salariais no primeiro bimestre de 2026 ficou em R$ 1.817,00, enquanto o mediano foi de R$ 1.704,00. Os dados e a conjuntura mostram ser possível arrancar avanços dos patrões. A categoria bancária se prepara para a campanha salarial deste ano para renovar a Convenção Coletiva de Trabalho e assegurar novas conquistas.
