Assédio moral no trabalho cresce 20%
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passa a exigir que empresas identifiquem, avaliem e controlem riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga e o próprio assédio moral, incorporando essas questões à gestão de segurança e saúde no trabalho.
Por Caio Ribeiro
O assédio moral no trabalho tem avançado no Brasil e já registra crescimento superior a 20% nas denúncias nos últimos anos, evidenciando um cenário preocupante para a classe trabalhadora. Dados recentes apontam que milhares de casos são formalizados anualmente, refletindo um ambiente laboral ainda marcado por práticas abusivas, metas excessivas e pressão constante, fatores que impactam diretamente a saúde mental dos trabalhadores.
Diante deste quadro, mudanças na legislação trabalhista buscam ampliar a proteção à saúde mental. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passa a exigir que empresas identifiquem, avaliem e controlem riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga e o próprio assédio moral, incorporando essas questões à gestão de segurança e saúde no trabalho.
A nova exigência representa um avanço importante, especialmente para categorias historicamente expostas a adoecimento mental, como os bancários. A norma determina que, uma vez identificados os riscos, as empresas devem implementar medidas preventivas e corretivas, além de monitorar continuamente as condições de trabalho, reforçando a responsabilidade patronal na construção de ambientes saudáveis.
Apesar disto, especialistas alertam que ainda há desafios na aplicação efetiva das medidas. Muitas empresas ainda não tratam adequadamente questões como burnout e sofrimento emocional, o que reforça a necessidade de fiscalização, organização sindical e denúncia. O enfrentamento ao assédio moral e a defesa da saúde mental seguem como pautas centrais para garantir condições dignas de trabalho.
