CLT resiste à precarização
Em meio ao avanço da precarização e à ofensiva contra direitos históricos, trabalhadores brasileiros reafirmam uma escolha clara: emprego com carteira assinada segue como prioridade.
Por Julia portela
Em meio ao avanço da precarização e à ofensiva contra direitos históricos, trabalhadores brasileiros reafirmam uma escolha clara: emprego com carteira assinada segue como prioridade. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria mostra que o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) permanece como o modelo mais desejado por quem busca uma vaga.
O resultado evidencia o que o cotidiano da classe trabalhadora já demonstra: direitos garantidos, acesso à Previdência Social e proteção contra abusos não são privilégios, mas necessidades. Mesmo diante da pressão por vínculos frágeis, a CLT continua sendo referência de estabilidade e dignidade.
A narrativa de que a “flexibilização” amplia oportunidades perde força frente à realidade. O crescimento de formas precárias de contratação tem aprofundado a insegurança e retirado direitos, beneficiando apenas setores que lucram com a desregulamentação do trabalho.
Entre os jovens, o cenário não é diferente. Mesmo sendo alvo constante desse discurso, 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos e 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos priorizam empregos formais, evidenciando que a nova geração também reconhece a importância da proteção trabalhista.
