Sindicato denuncia assédio no Santander
Em reunião realizada nesta sexta-feira (10/04), o Sindicato e a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe expôs à direção regional do banco Santander, responsável pelos dois estados, denúncias graves de assédio moral e pressão abusiva no ambiente de trabalho.
Por Julia Portela
Em reunião realizada nesta sexta-feira (10/04), o Sindicato e a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe expôs à direção regional do banco Santander, responsável pelos dois estados, denúncias graves de assédio moral e pressão abusiva no ambiente de trabalho. Os dirigentes sindicais e funcionários da instituição Guilherme Martinez, José Antônio e Francisco André apresentaram relatos contundentes sobre o adoecimento da categoria diante das exigências impostas pelo banco.
As denúncias envolvem, principalmente, os chamados PJs especialistas, equipes de gerentes que atuam há cerca de um ano e meio sem agência física, realizando visitas externas para captação de clientes. Os trabalhadores enfrentam um sistema de ranqueamento que intensifica a cobrança por metas inatingíveis, além de reuniões obrigatórias no início da jornada que comprometem o cumprimento das próprias atividades exigidas pela empresa.
A imposição de seis visitas diárias até o meio-dia, somada à pressão constante por resultados, tem tornado a rotina insustentável. O modelo de gestão evidencia a lógica de exploração, em que o lucro é colocado acima da saúde dos trabalhadores, resultando em desgaste físico e mental cada vez mais evidente entre os bancários.
Durante a reunião, foi cobrada da direção regional a revisão imediata dedssas práticas e o alinhamento entre as exigências do banco e a realidade enfrentada pelos trabalhadores. A representação do Santander afirmou que levará as demandas à alta liderança, enquanto o movimento sindical reforça a necessidade de mudanças urgentes e segue mobilizado contra o assédio e a precarização das condições de trabalho.
