Política do Itaú sacrifica clientes e bancários do interior

O caso evidencia uma lógica que se repete em toda a Bahia: enquanto os bancos acumulam lucros bilionários, avançam no fechamento de agências, especialmente no interior, prejudicando a população trabalhadora.

Por Julia Portela

O Sindicato dos Bancários da Bahia recebeu, nesta terça-feira (14/04), denúncia sobre o colapso no atendimento do Itaú em Alagoinhas, após o fechamento de agências na região, incluindo a unidade de Catu. A concentração forçada de clientes em uma única agência tem provocado superlotação, filas e dificuldades de acesso aos serviços bancários, escancarando os impactos diretos da política de enxugamento adotada pelo banco.

 

O caso evidencia uma lógica que se repete em toda a Bahia: enquanto os bancos acumulam lucros bilionários, avançam no fechamento de agências, especialmente no interior, prejudicando a população trabalhadora. A chamada digitalização, vendida como solução, não atende a maioria dos usuários, que seguem dependentes do atendimento presencial e enfrentam um serviço cada vez mais precarizado.

 

Além de atingir os clientes, a política de cortes impacta diretamente os bancários. Com o fechamento de unidades, trabalhadores são demitidos e os que permanecem lidam com sobrecarga, metas abusivas e condições de trabalho cada vez mais degradantes. O resultado é o adoecimento da categoria e a piora no atendimento prestado à população.

 

A postura do Itaú evidencia total descompromisso social ao priorizar o lucro em detrimento do direito básico ao atendimento digno. Diante desse cenário, o sindicato cobra reabertura das agências fechadas, principalmente no interior, e a garantia de condições adequadas de trabalho e atendimento, reforçando a necessidade de resistência frente ao avanço desse modelo excludente.