Fiscalização contra exploração

Na Bahia, os casos também preocupam. Entre 2018 e 2025, cerca de 1,1 mil trabalhadores foram resgatados em situações análogas à escravidão no Estado. O flagra mais recente resgatou 69 trabalhadores submetidos a condições degradantes em diversas partes da Bahia.

Por Caio Ribeiro

Mesmo após mais de um século da abolição formal da escravidão no Brasil, milhares de pessoas ainda são submetidas a condições degradantes, jornadas exaustivas, servidão por dívida e outras formas de exploração caracterizadas como trabalho análogo à escravidão. Mais de 2.200 trabalhadores foram resgatados em abril deste ano, aponta o Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Depois do descaso de Bolsonaro, o governo Lula ampliou as fiscalizações e os resgates realizados mostram que a grave violação dos direitos humanos permanece presente em diferentes setores da economia, especialmente em atividades rurais, na construção civil e na mineração.

 

Na Bahia, os casos também preocupam. Entre 2018 e 2025, cerca de 1,1 mil trabalhadores foram resgatados em situações análogas à escravidão no Estado. O flagra mais recente resgatou 69 trabalhadores submetidos a condições degradantes em diversas partes da Bahia.

 

O episódio reforça a importância da fiscalização trabalhista e da atuação dos órgãos de proteção aos direitos humanos. Combater o trabalho escravo contemporâneo é uma tarefa permanente para garantir dignidade, respeito à legislação e condições de trabalho decentes.