Saúde, remuneração variável. Prioridades na Caixa

A crescente pressão exercida pelos programas de remuneração variável, especialmente após a implantação do Super Caixa, foi um dos pontos centrais.

Por Rose Lima

A remuneração variável, a defesa do Saúde Caixa e a saúde mental estiveram entre os principais temas debatidos no 41º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa. As discussões reforçam a necessidade de enfrentar os problemas que afetam diretamente as condições de trabalho nas unidades do banco.


A crescente pressão exercida pelos programas de remuneração variável, especialmente após a implantação do Super Caixa, foi um dos pontos centrais. O programa amplia a cobrança por resultados, eleva as metas e intensifica a sobrecarga física e emocional, estimulando a competitividade interna e precarizando o ambiente de trabalho.


Os delegados reforçaram, no entanto, que os programas não podem ser confundidos com a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), uma conquista histórica garantida pela luta sindical e prevista na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). Diferentemente da remuneração variável, a PLR distribui parte dos resultados obtidos pelo banco sem impor metas individuais abusivas nem aprofundar a pressão.


A saúde mental também foi destaque. Pesquisa apresentada durante o Congresso revela um cenário preocupante: 85% dos empregados relataram sintomas de ansiedade, 64% convivem com estresse, 58% já precisaram se afastar por questões relacionadas à saúde mental e o mesmo percentual informou ter diagnóstico de depressão. Além disso, 61% afirmam não receber apoio institucional adequado.


A defesa do Saúde Caixa e a necessidade de retirar o teto de 6,5% da folha de pagamento, mecanismo que limita a participação do banco no custeio do plano e transfere uma parcela cada vez maior das despesas para os empregados, também é prioridade na campanha salarial.