O jogo é pelo emprego

O Comando Nacional volta à mesa de negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para defender o emprego, combater o fechamento de agências e frear a precarização do trabalho no setor.

Por Rose Lima

A Seleção Brasileira deu adeus à Copa do Mundo, mas os bancários continuam em campo por uma vitória muito significativa para a vida de milhares de pessoas. Nesta terça (07/07), o Comando Nacional volta à mesa de negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para defender o emprego, combater o fechamento de agências e frear a precarização do trabalho no setor.

 

Os números mostram um cenário alarmante. Ano passado, as cinco maiores organizações financeiras em operação no país obtiveram lucro líquido de R$ 124 bilhões. Em apenas cinco anos (2020/2025), o resultado das instituições públicas cresceu 46%, enquanto o dos privados avançou 114%.

 

Apesar dos recordes, o sistema financeiro eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho desde 2016 e fechou mais de 8,5 mil agências desde 2015, redução de 37% da rede física. Por isto, a garantia do emprego está entre as prioridades da categoria na campanha salarial deste ano.

 

Outros assuntos importantes também entram em debate, como o fim das terceirizações e o comprometimento de que o avanço da inteligência artificial e das novas tecnologias não resulte em perda de direitos, sobrecarga de trabalho ou redução do atendimento presencial.