Ascensão social no Brasil

Em apenas dois anos mais de 17 milhões de brasileiros ascenderam a classes sociais mais altas, integrando as faixas A, B e C.

Por Caio Ribeiro

Em apenas dois anos mais de 17 milhões de brasileiros ascenderam a classes sociais mais altas, integrando as faixas A, B e C. Um movimento que representa um dos maiores avanços sociais da história recente do país e reflete ganhos de renda que ultrapassam os níveis observados em décadas anteriores.

 

Esses resultados, segundo estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), foram impulsionados principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela combinação de políticas de transferência de renda com o dinamismo do mercado de trabalho, registrando a maior participação das classes médias desde 1976.

 

O Brasil, este ano, celebra indicadores que fortalecem a narrativa de desenvolvimento social: a redução da pobreza aos menores patamares em anos e a ampliação de oportunidades econômicas em várias regiões. Esses dados apontam um cenário em que políticas públicas voltadas à inclusão, como reformas em programas de transferência de renda e estímulos à formalização, podem ter contribuído para que milhões de famílias superassem barreiras históricas de vulnerabilidade.

 

No entanto, apesar da magnitude da ascensão social, persistem desafios estruturais que não devem ser ignorados. A queda da pobreza não elimina completamente as desigualdades regionais e socioeconômicas que ainda marcam a realidade brasileira, especialmente em áreas como acesso a serviços públicos de qualidade, renda sustentável de longo prazo e mobilidade social plena.

 

É crucial que as políticas continuem a priorizar a proteção social eficaz, a geração de emprego decente e a valorização do trabalho, garantindo que a ascensão alcançada se traduza em direitos concretos e duradouros para todos.