Avanço no combate ao trabalho infantil
O avanço demonstra que ações coordenadas do poder público podem produzir resultados concretos na proteção da infância.
Por Caio Ribeiro
O Brasil registrou, ano passado, o melhor resultado no combate ao trabalho infantil desde 2017, com 4.318 crianças e adolescentes afastados de situações de exploração. Deste total, cerca de 80% estavam submetidos às piores formas de trabalho infantil, que oferecem riscos diretos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento físico e emocional.
Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego e refletem o fortalecimento da Auditoria Fiscal do Trabalho, com operações mais articuladas e uso de novas estratégias de fiscalização. Estados como Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul concentraram o maior número de resgates, indicando mais capacidade de identificação e enfrentamento do problema.
O avanço demonstra que ações coordenadas do poder público podem produzir resultados concretos na proteção da infância. Ao mesmo tempo, os números revelam que o trabalho infantil ainda é uma realidade em diversas regiões do país, exigindo políticas contínuas e integração com áreas como educação, assistência social e geração de renda.
De forma positiva e equilibrada, os resultados alcançados no governo Lula indicam a retomada de uma agenda de valorização da fiscalização e das políticas sociais. O desafio agora é garantir a continuidade desses investimentos, ampliando a prevenção e assegurando que crianças e adolescentes tenham seus direitos plenamente respeitados.
