Copom segue servindo ao mercado e não ao Brasil
Nesta quarta-feira (28/01) acontece a primeira reunião de 2026, em meio ao escândalo envolvendo o banco Master e às acusações de omissão do Banco Central, que teria conhecimento prévio de fraudes. Mesmo diante deste cenário grave, a expectativa é de manutenção da taxa Selic em 15%.
Por Julia Portela
O Copom começa o ano em ritmo assombroso. Nesta quarta-feira (28/01) acontece a primeira reunião de 2026, em meio ao escândalo envolvendo o banco Master e às acusações de omissão do Banco Central, que teria conhecimento prévio de fraudes. Mesmo diante deste cenário grave, a expectativa é de manutenção da taxa Selic em 15%, verdadeiro desastre para a economia e para a classe trabalhadora.
A reunião, que tradicionalmente ocorre ao longo de dois dias, desta vez será realizada somente nesta quarta-feira. A decisão já vem praticamente antecipada pela ata divulgada após o encontro de dezembro, quando o próprio Copom afirmou ver necessidade de manter a Selic em patamares elevados “por período bastante prolongado”. A postura escancara o alinhamento do Banco Central aos interesses do mercado financeiro e o completo desprezo pelos impactos sociais dos juros altos, que encarecem o crédito, travam investimentos e sufocam famílias endividadas.
Mesmo com a desaceleração gradual da inflação, a maioria das projeções do mercado indica que uma eventual flexibilização da taxa só deve começar em março. Até lá, trabalhadores seguem pagando a conta de uma política monetária rígida, que aprofunda desigualdades e favorece lucros bancários, enquanto a economia real permanece estrangulada.
