Povo pede descanso. Deputados querem exploração
Mais uma vez, parlamentares da bancada BBB (boi, bíblia, bala), inimigos do povo, demonstram o quanto desprezam quem produz a riqueza do país.
Por Ana Beatriz Leal
A semana de mobilização pelo fim da escala 6x1 culmina em um ato nacional, domingo (24/05), que pretende movimentar o Brasil. Apesar das investidas do Congresso Nacional, a pauta ganha cada vez mais apoio popular. Em Salvador, a manifestação acontece a partir das 9h, no Morro do Cristo (Barra).
A reivindicação é histórica, sobretudo, diante da necessidade urgente diante da realidade de milhões de brasileiros exaustos. Enquanto 71% da população defendem o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem diminuição salarial, deputados bolsonaristas atuam na contramão dos interesses do trabalhador.
Mais uma vez, parlamentares da bancada BBB (boi, bíblia, bala), inimigos do povo, demonstram o quanto desprezam quem produz a riqueza do país. Em vez de apoiar avanços sociais, propõem emendas que ampliam a jornada semanal das atuais 44 horas para até 52 horas e atacam direitos garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), conquistados após décadas de luta.
A jornada máxima de 44 horas semanais foi estabelecida na Constituição de 1988 justamente para limitar abusos patronais e garantir condições mínimas de dignidade aos trabalhadores. Agora, 38 anos depois, tentam empurrar o Brasil de volta ao passado.
Mesmo diante do avanço da campanha pela jornada de 40 horas semanais e pela adoção da escala 5x2 sem redução salarial, 171 parlamentares, a grande maioria ligada a partidos de direita e extrema direita, assinaram emendas do deputado federal Sérgio Turra (PP-RS) à PEC do fim da escala 6x1.
Diante do cenário de intensificação dos ataques, a mobilização popular ganha ainda mais importância. O ato deste domingo é mais um passo na pressão social para garantir que o Congresso ouça a maioria da população e avance na construção de relações de trabalho mais justas e compatíveis com a realidade do século XXI.


